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17 de mai. de 2010

Perdido em um mar de sonho e memória
Eu vejo no espelho um rosto a me encarar
Enquanto o teu reflexo espera alheio a minha derrota
Eu me pergunto até onde esse espelho vai me levar...

Inverno

Macho

Choro mesmo! (dane-se quem diz que não...)
No fundo do copo vejo alegria, prazer, solidão.
Danço com os braços levantados! (e daí se eu não sei?)
Viajo na fumaça de algum mentolado – ouvindo um rock bem gay.

Como com os olhos. Fácil.
Dou com a alma.
Beijo com as mãos. Ou tento.
Tento!

Poeira

Quem me conhece de verdade sabe que sou extremamente saudosista.
Tenho discos de vinil colados na parede da cozinha, ouço fitas cassete do começo dos anos 90 e me jogo fácil ao ouvir aqueles pagodes de gosto duvidoso gravados pelo Raça Negra (uôu, fui longe!).
Mas hoje superei tudo: estou com uma saudade exagerada de coisas tão simples quanto uma máquina de escrever (as mecânicas, não as elétricas). Saudade de bater forte naquela tecla que emperra e depois perceber que todos os emes do texto ficaram em destaque. Saudade do som hipnótico da matriz indo e voltando a cada linha. Saudade de encaixar a folha perfeitamente, para garantir um texto linear (pelo menos fisicamente).
Em uma bela e trabalhosa carta datilografada – palavra bonita – não há espaço para vc, para naum ou outras coisinhas... O delete vem em potinhos com tinta branca e fedida. E o Arial 12 é difícil de conseguir. Mesmo.
Tempo bom.
Tempo muito bom!

6 de abr. de 2010

Essa é velha...

Z

Muito sono.
Tanto que
a preguiça
só me faz
pular
de
linha
pra ver
se
ocupo mais
espaço...